Parte 1
Parte 2
Aproveitando o assunto do post anterior, aí está um texto que eu fiz para uma pessoa muito especial.
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O velho
Existem algumas pessoas que, mesmo sem você conhecer direito, conseguem te arrancar um sorriso. E eu esbarrei com uma dessas por aí.
Era um velho. E o velho, mesmo velho, parecia garoto.
Ria bebia. Uma piada aqui, um causo ali.
Ria mais e bebia mais.
Aquele tipo de pessoa “da festa”. Não estava com fulano, nem cicrano. Pouco importava. Cumprimentava todo mundo, sempre arrancando sorrisos.
Ali, a festa, era o lugar dele.
Fiquei o acompanhando com o olhar, até chegar minha vez de ser cumprimentado.
E feito um moleque, o velho chegou já me dizendo o porquê de ter nascido no dia de um feriado nacional. Simples. Assim fazia mais festa e bebia mais. Ainda mais.
Eu sorri.
E aí percebi que aquele velho, mesmo velho, não era velho. Era garoto.
Um garoto que eu tive a sorte de ser neto, amigo e ainda ter o mesmo nome.
Meu avô Mauricio, 79 anos de juventude.
O cara “da festa” e inspiração pra qualquer um que o conheça.
Estreiando oficialmente, algo que escrevi há bastante tempo, num dia de saudade dos avós.
Se Saudade Enriquecesse
Se saudade enriquecesse
Talvez não me esquecesse
Eu pertinho de vocês
Com meu pranto compraria
A beleza, a poesia
A distância para ver
Com vocês aqui por perto
A saudade não existe
Já não sei o que é ser triste
As lembranças são reais
Voltaria a ser pobre
De suor pra ganhar cobre
Com vocês era feliz.